Franca · SP

Urgência Odontológica

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Descreva o que aconteceu pelo WhatsApp (16) 98215-4222 — quanto mais específico, mais rápido a agenda é avaliada. Diga há quanto tempo começou, se há inchaço e se a dor acorda você à noite.

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Procure pronto-socorro, não consultório, se houver

Antes de qualquer outra orientação, o que não pode esperar agendamento:

  • Inchaço no rosto acompanhado de febre;
  • dificuldade para engolir ou para respirar;
  • dificuldade para abrir a boca que apareceu junto com o inchaço;
  • inchaço que sobe em direção ao olho ou desce pelo pescoço;
  • trauma com perda de consciência, mesmo breve, ou suspeita de fratura de mandíbula.

Infecção de origem dentária pode se disseminar pelos espaços da face e do pescoço, e nesse cenário o problema deixa de ser odontológico e passa a ser hospitalar. Procure o pronto-socorro imediatamente. Não espere para ver se melhora, e não tome antibiótico por conta própria antes da avaliação.

O que fazer em cada situação, agora

Dente inteiro saiu da boca por trauma

É a única emergência odontológica em que cada minuto conta. As chances de reimplante caem rapidamente com o tempo fora do alvéolo.

  1. Segure o dente pela coroa — a parte branca. Nunca pela raiz.
  2. Se estiver sujo, lave por poucos segundos em soro fisiológico, leite ou água, sem esfregar. As células da superfície da raiz precisam ser preservadas.
  3. Se você conseguir, recoloque o dente no lugar e morda uma gaze ou um pano limpo para mantê-lo. Reimplante imediato é o melhor cenário.
  4. Se não conseguir, transporte o dente em leite, soro fisiológico ou na própria saliva — dentro da boca, entre a bochecha e os dentes, se a pessoa estiver consciente e não houver risco de engolir.
  5. Nunca em água por muito tempo, nunca seco, nunca no gelo.
  6. Procure atendimento imediatamente.

Dente de leite avulsionado não se reimplanta — o reimplante pode danificar o germe do dente permanente. Leve a criança para avaliação, mas não tente recolocar.

Dente quebrou ou lascou

Guarde o fragmento em leite ou soro: em muitos casos ele pode ser recolado. Evite morder do lado afetado. Se a borda ficou cortante, um pedaço de cera ortodôntica ou goma de mascar sem açúcar protege a língua e a bochecha até a consulta. Se apareceu um ponto avermelhado ou rosado no meio da fratura, a polpa está exposta — isso é urgência real, não pode esperar dias.

Dor de dente intensa

Analgésico conforme a orientação da bula, compressa fria por fora e cabeça elevada para dormir — deitar completamente aumenta a pressão e a dor lateja mais. Evite calor local: calor em processo infeccioso favorece a disseminação.

Não coloque aspirina, alho, cravo ou qualquer substância diretamente sobre o dente ou a gengiva. Aspirina em contato com a mucosa causa queimadura química, e o resultado é uma úlcera dolorida somada ao problema original.

Restauração ou coroa que soltou

Guarde a peça — muitas vezes ela é recimentada. Evite mastigar do lado. Não tente colar com adesivo doméstico: além de tóxico, inviabiliza a recolagem correta. Mesmo sem dor, precisa de atendimento rápido: o dente exposto fica sensível e sujeito a fratura da parede remanescente, o que transforma uma recimentação simples em um tratamento grande.

Sangramento que não para

Depois de extração, morda uma gaze limpa com pressão firme e contínua por 20 minutos, sem ficar trocando para conferir — trocar a cada dois minutos rompe o coágulo que está se formando. Não bocheche, não cuspa e não use canudo nas primeiras horas. Se após 30 minutos de pressão contínua o sangramento persistir, procure atendimento.

Aparelho ortodôntico machucando

Cera ortodôntica sobre o ponto que fere. Fio solto pode ser afastado com a borracha de um lápis. Não corte o fio em casa, salvo risco de engolir.

Como saber se é urgência ou pode esperar

SinalO que costuma indicarPrazo
Inchaço no rosto com febreInfecção em disseminaçãoPronto-socorro agora
Dente avulsionadoTraumaMinutos
Dor espontânea que acorda à noiteComprometimento da polpaMesmo dia
Fratura com ponto rosado expostoPolpa expostaMesmo dia
Abscesso ou "bolinha" que drenaInfecção crônicaPoucos dias
Dor só ao frio, que passa logoSensibilidade dentináriaConsulta de rotina
Restauração solta, sem dorPerda de estruturaPoucos dias

Por que a dor some sozinha — e por que isso é ruim

É uma das armadilhas mais frequentes. A dor forte de pulpite pode cessar de repente, e o alívio parece cura. Em muitos casos não é: a polpa entrou em necrose e simplesmente parou de doer, porque o tecido que sentia dor morreu.

A infecção continua, agora silenciosa, avançando para o osso na ponta da raiz. Semanas ou meses depois ela reaparece como abscesso — e aí o tratamento é maior do que seria antes.

Dor de dente que sumiu sozinha ainda precisa de avaliação. É o mesmo raciocínio do tratamento de canal: o diagnóstico não se fecha pela dor, se fecha pelo exame.

Como evitar chegar aqui

A maior parte das urgências odontológicas não é acidente — é a etapa final de um problema que vinha sendo adiado. Cárie interproximal não dói até chegar perto da polpa; restauração infiltrada não dá sinal; gengivite não dói. A consulta de rotina a cada seis meses existe para interceptar isso enquanto ainda é barato e indolor.

Para trauma, o que reduz risco é protetor bucal em esporte de contato — e ele é feito sob medida, porque o de farmácia raramente fica retido o suficiente para proteger.

Perguntas frequentes sobre urgência odontológica

Meu dente saiu inteiro em um acidente. O que faço agora?

Segure pela coroa, nunca pela raiz. Se estiver sujo, lave poucos segundos em soro fisiológico, leite ou água, sem esfregar. Se conseguir, recoloque no lugar e morda uma gaze. Se não, transporte em leite, soro ou na própria saliva — nunca seco, nunca no gelo, nunca em água por muito tempo. Procure atendimento imediatamente: as chances caem rápido com o tempo fora do alvéolo. Dente de leite não se reimplanta.

Quando devo ir ao pronto-socorro em vez do consultório?

Inchaço no rosto com febre, dificuldade para engolir ou respirar, dificuldade para abrir a boca surgida junto com o inchaço, inchaço que sobe em direção ao olho ou desce pelo pescoço, e trauma com perda de consciência. Infecção de origem dentária pode se disseminar pelos espaços da face e do pescoço — nesse cenário o problema é hospitalar, não odontológico.

A dor sumiu sozinha. Ainda preciso ir ao dentista?

Precisa. A dor forte de pulpite pode cessar de repente porque o tecido que sentia dor entrou em necrose — o alívio parece cura e não é. A infecção segue, agora silenciosa, avançando para o osso na ponta da raiz, e costuma reaparecer semanas ou meses depois como abscesso.

Posso colocar aspirina ou cravo no dente que dói?

Não. Aspirina em contato com a mucosa causa queimadura química, e o resultado é uma úlcera dolorida somada ao problema original. Cravo, alho e outras substâncias aplicadas diretamente irritam o tecido sem tratar a causa. Analgésico por via oral conforme a bula, compressa fria por fora e cabeça elevada para dormir.

Minha restauração caiu mas não dói. É urgente?

Precisa de atendimento rápido mesmo sem dor. O dente exposto fica sensível e sujeito a fratura da parede remanescente — o que transforma uma recimentação simples em um tratamento bem maior. Guarde a peça e não tente colar com adesivo doméstico.

Posso tomar antibiótico por conta própria enquanto não consigo consulta?

Não. Antibiótico sem diagnóstico mascara sinais, atrapalha a avaliação e não resolve a causa — que quase sempre exige procedimento, não medicação. Além disso, seleciona resistência bacteriana. A prescrição precisa vir de quem examinou.

Sangramento após extração não para. O que fazer?

Morda uma gaze limpa com pressão firme e contínua por 20 minutos, sem trocar a cada dois minutos para conferir — trocar rompe o coágulo que está se formando. Não bocheche, não cuspa e não use canudo nas primeiras horas. Se após 30 minutos de pressão contínua persistir, procure atendimento.

Agende sua avaliação

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Dr. Antônio Matias · Responsável técnico · CRO-SP 148.430 · Rua General Teles, 1465, 7º andar, sala 72 — Franca-SP